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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Artigo: "Windows é mais fácil que Linux!? Tá louco!? Você sabe ler!?"

Por: Pedro Araújo

"Por experiência própria

Assim como 99,99% das pessoas que conheço, eu também comecei minha vida usando Windows (aliás, quando comecei era o DOS). Sempre ouvi que o Linux era mais difícil, e quando resolvi experimentá-lo pela primeira vez (com o Kurumin 6) eu até achei o sistema bonito, mas considerei que realmente seria mais difícil. Tempos depois conheci o Ubuntu 8.10, todo empolgado, mas também quase desisti, achei que era mais difícil, até que um dia minha mente se abriu...

Depois de 2 anos usando o Ubuntu em casa, aprendi muita coisa, tive oportunidade de usá-lo no trabalho, começou com um servidor, depois com máquinas desktop... Recentemente, por "ossos do ofício", voltei a usar o Windows Seven... Tudo aquilo que eu achava de mau do Linux, agora que tenho a mente mais aberta, se voltou contra o Windows, por isso, hoje não consigo entender como alguém ainda possa sustentar que o Linux é mais difícil.

Não vou falar de coisas técnicas, não vou considerar o fato de eu ser um usuário avançado, um programador, vou falar de coisas básicas... Tudo pode ser uma questão de costume, eu sei, mas existem fatos incontestáveis... É claro, eu continuo usando Linux na minha "vida pessoal" (e será assim pra sempre), meu laptop roda Ubuntu Lucid e Debian Squeeze no momento... Mas nas horas que uso Windows durante o dia, como eu sinto falta do Linux... E principalmente você, usuário básico, preste atenção nisso, pois meus exemplos são básicos...

O problema é que as pessoas, desde o usuário mais leigo ao CEO de TI mais capacitado, sempre têm ideias muito doidas e insensatas sobre tecnologia, em alguns momentos são mirabolantes, porém suas atitudes são medíocres... Vamos lá...

A partir do Windows Vista o Menu Iniciar melhorou muito com aquela pesquisa, mas fora isso, como é torturante tentar achar qualquer programa. No Linux (meus exemplos são com o ambiente gráfico GNOME, apesar de muita coisa valer também pro KDE), as coisas são mais intuitivas (fáceis). Se quero achar um programa eu vou em "Aplicativos", seleciono uma categoria e o programa desejado na lista, as descrições são claras e completas, basta saber ler.

Veja o que faço no Ubuntu, ou Debian, ou praticamente qualquer outra distro: estou no meu trabalho, no escritório, acabei de estrear um PC novo com Linux, quero redigir um documento, escrever um texto, então, como eu sei ler, dou uma passada de olhos pela tela, vou em "Aplicativos", depois em "Escritório", e lá está um tal de "OpenOffice.org Editor de Texto" (opa, "editor de texto", isso deve significar alguma coisa) e pronto - isso é difícil!?

Agora vamos fazer o mesmo no Windows, clico na bolinha do "Iniciar", aparece um menu com alguns itens, uns menus com o nome de várias empresas, e depois de fuçar muito descubro que ele não vem com editor de texto (isso é outro ponto quer vou falar em seguida), então eu procuro no Google, acho alguns tantos (tem o MS Office, mas ele é muito caro, a empresa já pagou caro pelo Windows, não está muito a fim de gastar mais), até que então encontro e baixo o BrOffice.org (o mesmo OpenOffice.org lá do Linux), depois dele instalado tenho que saber o nome de quem fez, pois não existem categorias pra organizar os programas de acordo com sua aplicação, aí então, depois de entrar nuns 4 submenus, acho meu programa.

Pois é, programas... Dizem que o Windows é melhor porque tem uma infinidade de programas, mas, quantos deles realmente prestam. Nem vou considerar o fato de ser pago ou não, vou considerar a questão de disponibilidade. Quando um usuário "comum" instala um Ubuntu, por exemplo, não precisa de mais nada, se quer enviar e-mail, controlar sua agenda, seus contatos, tem o Evolution; precisa "grudar" lembretes estilo post-it na tela, tem lá o Tomboy ou os próprios post-its do GNOME-Panel; precisa editar textos, apresentações de slides, planilhas, fluxogramas, tem toda a suíte do OpenOffice, navegar na web tem o Firefox (ah tá, o Windows tem o Internet Explorer); precisa gerenciar suas redes sociais, o Twitter, tem o Gwibber; mensageiros instantâneos, MSN, G-Talk, e outros, tem tudo num só com o Empathy; precisa editar vídeos, tem o Pitivi; organizar e editar suas fotos, tem o FSpot; gravar CD e DVD, tem o Brasero; e tem reprodutor de filmes; player de música e vários joguinhos pra passar o tempo.

Do que mais o usuário "comum" precisa? E se faltar algo ainda tem a Central de Programas com os melhores aplicativos organizados por categorias; se faltar codec ou plug-in os players e navegadores te conduzem à instalação automática. E mesmo assim, se faltou alguma biblioteca ou componente de sistema, o maior trabalho será marcá-la para instalação no Synaptic (sem nenhuma linha de comando, que tanto criticam). E tudo é de graça.

Agora vai no Windows, não tem nada, você tem que caçar um a um na Internet, eu que sou um usuário avançado, que já usei Windows antes, fiquei totalmente perdido nessa volta "parcial" ao Windows, como tudo é difícil. Tem sim vários programas pra Windows, mas a qualidade geral é lamentável, enquanto que no Linux você encontra sempre mais de uma opção pra mesma aplicação, todas umas melhores que as outras. O engraçado é que, depois de todo esse trabalho no Windows, os melhores programas que eu achei pra ele (livres e gratuitos) são versões daqueles que eu já tenho no Linux.

E as atualizações... É importante ter um computador atualizado, eu gosto de sempre estar com as coisas mais novas. No Linux, que trabalha com sistema de pacotes e repositórios, eu atualizo todo meu sistema e todos os meus aplicativos num único lugar, com dois ou três cliques, e minha senha por segurança. No Windows são "trocentos" notificadores de atualização, cada empresa tem o seu, se eu quiser garantir que tudo no meu PC esteja atualizado tenho que ir em uns 15 lugares diferentes... Desde quando isso é ser mais fácil? E tem o lance de reiniciar...

Eu já tive situações em que eu acabara de reiniciar o computador, achei que poderia começar a trabalhar depois disso, mal mexi o mouse e apareceu uma mensagem dizendo que eu precisava reiniciar de novo. No Linux só existe um tipo de atualização que requer inicialização, que são as relacionadas ao kernel (núcleo do sistema, coisa de nerd, mas isso eu só faço quando quiser, só pra usar a versão nova, e também preciso reiniciar quando faça upgrade da distro (que também mexe no kernel), mais isso também é lógico, não é nada comparável a "você acabou de mexer com o mouse, reinicie a máquina pra que as alterações tenham efeito e nenhum componente do seu sistema seja gravemente danificado".

Esse lance das atualizações também remete a outro ponto, que muitas vezes reflete pro usuário mais simples, que ele nem pode ligar pra isso, mas no Linux você pode escolher de maneira simples um servidor mais próximo e adequado pra que o processo de atualização e upgrade do sistema e de seus aplicativos seja mais rápido. No Brasil a estrutura de comunicações ainda tem muito a evoluir, e isso é essencial, eu mesmo na minha região precisei escolher outro servidor pra baixar minhas atualizações porque o principal do Brasil era inviável na questão da velocidade - na verdade eu só cliquei na opção que o sistema me dá pra escolher o melhor servidor e pronto. No Windows você simplesmente não tem esta opção.

Eu prometi que só iria falar de coisas simples, mas não tem como não se alongar só um pouquinho em alguns pontos além das fronteiras alcançáveis ao usuário leigo, mas tem tudo a ver com usuário leigo. Me lembro com saudades dos cursos de informática que eu fiz na infância, nos quais eu ouvia que "o operador de computador deveria ser uma pessoa qualificada, isso lhe garantiria um bom desempenho em sua atividade profissional"...

Não sou nada contra a facilitação das coisas, mas o que vemos hoje é uma banalização, pois são nas empresas que a "leiguice" se mostra em seu ápice... Os próprios empreendedores torcem o nariz pro Linux porque acham que ele é difícil, então instalam um sistema que todos saber mexer (ou melhor, pensam que sabem mexer), o discurso usurpador de liberdade do Windows esconde na verdade um processo de libertinagem tecnológica, pois como é tudo fácil, amigável, qualquer um se sente capaz de tudo, principalmente de fazer “cagada” (desculpe o palavreado), daí é gasto com técnico, segurança, preocupação com vírus (eu também falarei disso em seguida)...

Dizem que é mais caro pagar alguém pra mexer com Linux, por isso compensa trabalhar com Windows mesmo assim... A grosso modo, esse é o argumento mais deslavado que já ouvi... Em todas as estações de trabalho que rodam Linux que eu conheço no meu dia a dia, as únicas reclamações que eu ouvi foi de usuários que queriam fazer algo que não era da conta deles e não conseguiram pois o sistema era muito difícil... Ora, eles são pagos pra trabalhar com aquilo que são pagos pra trabalhar, não pra fuçar, e eu garanto hoje que pra empresa Linux é a melhor opção, inclusive em termos de produtividade.

Conheço empresas e instituições públicas que migraram pra Linux e não gastaram 1 Real sequer com treinamento, e não perderam em produtividade, foi só dizer pro usuário o que ele deveria fazer e pronto, não tem segredo... Ah sim, já vi outros problemas, só que eles eram decorrentes da falta de capacitação de quem fez as implementações, mas isso não é porque o Linux é difícil - incompetência pode ser multiplataforma, não tem jeito, se o cara é um mau profissional de TI ele vai conseguir fazer "caca" no Linux, no Windows, no Mac... Pra usuários corporativos em geral o Linux é sim a melhor opção e a mais fácil, principalmente porque ele não dá a chance do usuário leigo mexer onde não deve.

Eu poderia falar dos servidores, eu já implementei servidores Windows e servidores com Linux, e sinceramente prefiro digitar um comando e dar ENTER do que dar uns 15 cliques - usar o mouse e ter uma telinha coloria não é sinônimo de praticidade, e também, se você é profissional de TI e reclama de digitar alguns comandos, acho que é melhor procurar outra profissão porque você está na praia errada. Mas deixa isso pra lá, eu prometi que não iria falar de coisas avançadas.

Voltando ao uso comum, a pessoa pra mexer com Windows tem que ser realmente um expert. É sim, olha só: você liga o Windows e recebe um aviso de que seu computador pode estar em risco, então deve instalar um antivírus, eu instalo e executo, daí se ele acha algo tem a opção de apagar, mandar pra quarentena... É uma parafernália. Além dos inúmeros termos relacionados a área de segurança que a pessoa tem que se preocupar.

Imagine, você está em sua casa, quer pagar um boleto no banco, mas tem que se cuidar pra não roubarem suas informações, tem que ter proteção contra vírus, trojan, spyware, malware, e não-sei-o-que-lá-mais-ware. O cara tem que ser bom pra lidar com isso tudo. No Linux tudo é mais fácil, você só tem que se preocupar com... Com nada disso, pois simplesmente no Linux estes problemas não existem (eu tô falando pro usuário comum, não venha com os termos técnicos dizendo que "dias atrás descobriram um malware pro Linux que blá blá blá...", pois isso é bem relativo, ainda mais se formos analisar as proporções).

Ah, sim, tem a questão de suporte a hardware, mas isso hoje já mudou bastante... Sabemos principalmente que isso depende de interesses comerciais, se seu dispositivo não funciona no Linux não é culpa do Linux, é do fabricante do seu dispositivo que não escreveu driver pra ele. E isso é cada vez mais raro. Não fale do passado, estou falando do presente. Tudo bem que no Debian, por exemplo, algumas coisas são menos fáceis de fazer que no Ubuntu, mas é por isso que existem várias distros de Linux, cada uma pra um propósito.

Falando dos sistemas voltados mais pro "usuário final", o suporte a hardware no Ubuntu é muito mais otimizado que no Windows Seven (eu sou prova disso), no Ubuntu as coisas são muito mais plug'n play. Esses dias eu ganhei um celular nova da minha esposa, tiramos algumas fotos, e pra passá-las pro computador foi só conectar pelo cabo USB e já apareceu a pastinha do cartão de memória na minha área de trabalho; fui fazer o mesmo no Windows Seven e me apareceu um assistente de instalação (e a história é longa)...

De todos os dispositivos, impressoras, placas e afins que instalei no meu Ubuntu no máximo que precisei foi dar dois ou três cliques e pronto. Agora no Windows, tiro por mim e principalmente por meus colegas técnicos, eles vivem procurando drivers em sites, vivem atrás de programas pra descobrir o modelo da placa, etc, etc, etc... Quanto trabalho pra um sistema que alega ser o mais amigável possível pro usuário final... Ah, tá, seu dispositivo "ching-ling" não tem suporte no Linux? Todo castigo pra pirateiro é pouco!!!

E, apesar do termo relacionado ter aparecido acima, eu não vou comentar sobre a pirataria de software, crack e afins - primeiro porque isso é crime... Mas cabe aqui dizer que se você não tem condições de comprar um software original e se vale destes recursos ilícitos, se arrependa e venha pro Linux. Essa prática, além de ser errada, dá muito trabalho, vejo muita gente desperdiçando sua inteligência pro mal, procurando formas de burlar licenças e usar indevidamente de graça aquilo que não é seu... Pare com isso, venha pro Linux, aqui você não tem estes problemas e pode aproveitar seu tempo e inteligência pra coisas melhores...

Enfim, hoje posso afirmar que a principal dificuldade das pessoas não é com a tecnologia, as coisas estão cada vez mais convergentes e realmente fáceis, e o Linux tem acompanhado esta tendência, em posição de vanguarda inclusive em muitos aspectos. O problema é que somos pessoas preguiçosas e desinteressadas. Escolhemos as coisas não porque realmente elas são melhores, mas porque somos alienados. Como não lemos, não apendemos.

Às vezes alguma pessoa tem uma dúvida, principalmente aquelas que usam Linux e não gostam, e eu respondo com educação (tá bom, às vezes eu respondo nervoso), mas respondo: "Você sabe ler? O que está escrito na tela?". Pronto, o problema se resolve... Mas isso não é de hoje, vem de antes mesmo de existirem computadores e a guerra Windows x Linux. Faz tempo que a humanidade desdenha do conhecimento e engole as coisas ruins achando que são boas.

Não estou afirmando que o Windows é ruim, minha intenção não é denigrir a imagem de um sistema em detrimento do outro. O problema é que as pessoas geralmente não sabem ponderar suas escolhas, não sabem decidir o que é bom ou ruim, apenas julgam que aquilo que exige delas a mínima atenção é ruim, e que que bom é aquilo em que elas não precisam fazer nada, não precisam ter responsabilidade nenhuma. Permitam-me parafrasear Jesus Cristo em Mateus 22: "vocês erram por falta de interesse em adquirir conhecimento". 
 
fonte: http://www.vivaolinux.com.br/

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dicas Info - Ubuntu








Além de fácil de usar, o Ubuntu conta com as vantagens do software livre: programas gratuitos e de qualidade, que podem ser usados à vontade, sem licenças ou restrições severas. como detecta mais hardware até que o Windows,o Ubuntu funciona em quase qualquer máquina sem precisar de configurações adicionais. Nesta edição você encontrará tutoriais de como instalar o Ubuntu de várias formas, desde a mais segura (para quem usa windows), como uma pasta dentro do sistema da Microsoft, até a mais veloz e eficaz, com o Linux em sua própria partição. Para quem já usa o sistema, há dicas de programas úteis e legais, além de truques para personalizar e turbinar o pingüin, assim como outras opções de distribuições Linux.

DOWNLOAD - SERVIDOR: MEGAUPLOAD - TAMANHO: 29 MB

Big Linux 4.2 para Linux







Big Linux é uma distribuição brasileira Linux baseada nas distros Kurumin, Ubuntu, Knoppix e Kanotix. Seus principais destaques são a qualidade de sua interface e o fato de todo o sistema estar no idioma português do Brasil. Ela funciona por Live CD, sendo possível instalá-la no HD.

Linux para Brasileiros
O principal diferencial de Big Linux perante às demais distribuições Linux existentes no mundo Software Livre é o uso do idioma português como padrão. Isso permite que usuários do nosso país que não possuam familiaridade com o Inglês sintam-se  à vontade com todo o sistema.

Além disso, alguns manuais de uso do Big Linux foram disponibilizados no próprio sistema, os quais podem ser acessados através do Konqueror, navegador Web e de arquivos oficial do KDE.

Manual no Konqueror

Sistema pronto para uso
A imagem padrão do Big Linux acompanha acessórios importantíssimos para que você já possa desfrutar do sistema automaticamente. Isso não acontece no Ubuntu, visto que é necessário instalar e configurar plugins de forma manual.

Por exemplo, ao abrir o Firefox (3.0), o flash já está instalado no computador. O mesmo vale para arquivos MP3, os quais podem ser executados  automaticamente sem a necessidade de um plugin adicional para isto.

Além disso, as ferramentas software livre mais conhecidas (Gimp, OpenOffice, Firefox, Amarok, etc.) estão presentes no Big Linux para uso imediato. 

Visual bonito sem perder desempenho
O visual desta distribuição, provido pelo uso de KDE 3.5, é muito bonito e chamativo, com menus bem desenhados e contornados, incluindo efeitos especiais. Por exemplo, o menu é bastante organizado, como na imagem abaixo.

Menu KDE Big Linux

Apesar e sua qualidade gráfica, o sistema não exige uma máquina super potente, mas apenas 256 MB de memória RAM, o que permite que atualmente qualquer máquina rode Big Linux.

Escolha de Temas
Um grande atrativo desta distribuição é a possibilidade de escolha entre oito temas distintos já na tela de boot do liveCD, sendo que cada um deles possui características próprias. Antes de escolher um tema em definitivo, é possível visualizar uma prévia de cada um deles.

Fácil Instalação de Programas
Para todos que já estão acostumados com o Ubuntu, Debian ou Kurumin, o modo de instalação do programa continua o mesmo. Portanto, para instalar uma nova ferramenta de maneira simples, basta usar o Sinaptic ou o comando APT-GET.

Como Testar o Big Linux no PC?
Para testar Big Linux em seu computador, basta efetuar o download da imagem .ISO (LiveCD). Logo em seguida, abra um software para gravação (K3B, Brasero) e queime a .ISO em uma mídia de CD virgem ou regravável.  Em seguida, reinicie o computador selecionando a opção “Inicar pelo CD” no menu da bios da sua máquina.

Tamanho: 699,00 MB
Sistema: Linux X11/Gnome
Empresa: Bruno Gonçalves Araujo

sábado, 25 de setembro de 2010

Dispositivos e Partições

 
Por: Alberto Pereira


Introdução
Neste artigo tentaremos colocar de uma maneira simples, rápida e fácil, dessas que até sua avó é capaz de fazer, dicas de como lidar com suas partições e dispositivos. :) Procurarei manter sempre uma comparação com o Windows para ninguém se perder.
HDs
Diferente do que acontece no Windows, no Linux vê-se todos os dispositivos como colaboradores do sistema, e estes serão encontrados no diretório /dev . Sendo assim, se seu modem estiver na COM 2, no Linux ele aparecerá no diretório /dev/ttyS1 , e assim por diante. Como estamos falando de discos, farei uma rápida tabelinha para orientação.


Bios Windows Linux
Primário Master C: /dev/hda
Primário Slave D: /dev/hdb
Secundário Master E: /dev/hdc
Secundário Slave F: /dev/hdd

Claro que neste caso estamos falando de disco IDE. Para cada particão criada em um disco, diferente do Windows que gera um novo nome para a partição, o Linux da um número a mesma. Vamos imaginar que trabalharemos com o primário master ou como chamaremos sempre a partir de agora hda. Vamos supor que temos um HD de 10Gb, o dividimos em 3 partições, uma de 256Mb pra swap, uma de 4Gb para o root ("../xml/introducao-xml//"), e o resto para o /usr. Com isso seu disco ficará da seguinte forma.
/dev/hda1
/dev/hda2
/dev/hda3
Existe ainda um porém, caso queira acessar arquivos em um sistema com formato diferente do ext2, tipo uma partição Windows (vfat), DOS (msdos), CD-ROM (iso9660, joliet), entre outros, será necessário ter um kernel compilado com suporte a esses formatos.
Por exemplo, para montar sua partição Windows (vfat) localizada em /dev/hda1 use o comando:
mount -t vfat /dev/hda1 /mnt/windows
Outro ponto importante é dizer ao mount qual o tipo de partição ele está montando com a opção "-t", os tipos padrões são:
  • vfat: para partições Windows com FAT16 ou FAT32
  • msdos: para partições DOS
  • iso9660: para alguns CD-ROMs
  • joliet: também utilizado para CD-ROMs
Fiz essa introdução, para que todos pudessem entender como é o sistema de utilização de discos no 1 .

CD-ROMs e floppys
Agora, falaremos como usar seu CD-ROM no Linux. Primeiro verifique onde está o seu CD-ROM. Digamos que esteja no hdc. Existem várias maneiras de acessá-lo. A primeira, na mão com o comando: mount -t iso9660 /dev/hdc /mnt/cdrom . A outra é, adicionando essa linha ao arquivo /etc/fstab :
/dev/hdc /cdrom iso9660 defaults,ro,user,noauto 0 0
E para montar o CD-ROM basta dar o comando: mount /mnt/cdrom ou mount /dev/hdc . O Linux verifica para ver se existe essa entrada no fstab e a monta. O comando mount só pode ser usado pelo super-usuário (root). Uma vez montado o cd-rom, qualquer usuário pode utilizá-lo, com as devidas permissões de uso. Quando o seu CD-ROM estiver montado, não será possível tirar o CD do driver, isto porque é incorreto fazê-lo enquanto o cd estiver sendo lido. Muitas pessoas falam: "Ahh, mais meu Windows faz isso!"../xml/introducao-xml/. Realmente, ele faz, mas a própria Microsoft, em um comunicado, diz que não se responsabiliza por danos causados pelo fato do CD estar sendo lido e um usuário abrir o driver. Para poder tirar o cd do driver é preciso desmontar o CD-ROM com o comando: umount /mnt/cdrom ou umount /dev/hdc . Feito isso, pode-se tirar o cd do driver.
Com o disquete também não é diferente, a diferença é onde o disquete fica no diretório /dev . Geralmente é no /dev/fd0 , pode-se montá-lo na mão ou então criar a entrada no /etc/fstab :
dev/fd0 /floppy auto defaults,user,noauto 0 0
Conclusão
Existem alguns programas que se dispõe a montar seus discos e outros dispositivos automaticamente, como o automount. Isso ajuda bastante se existem muitos usuários na máquina, se não quiser dar permissões de root para os mesmos. Ou pode-se adicioná-los no grupo do CD-ROM e do floppy também. O problema de programas como o automount é que ele realmente monta o dispositivo quando precisa ser utilizado, mas não sabe a hora correta de desmontá-lo, no próprio automount-HOWTO tem um script para fazer isso. Caso queira dar uma olhada vá em http://linuxdoc.org/HOWTO/mini/Automount.html .
Agradeço a atenção de todos. Espero que este artigo possa ajudar aqueles que estiverem precisando. Até o próximo!!

Linux

Guia Introdutório do Linux 
Por: Cícero Julião



Introdução
Se você está iniciando sua vida no Linux, pode sentir a necessidade de ajuda em pontos aparentemente simples. Este artigo será o primeiro de uma série que o ajudará a ficar mais confortável neste maravilhoso ambiente. Faremos uma tradução livre do Linux User's Guide, abordando os temas principais, afim de oferecer a você as principais ferramentas do Linux.
Quem precisa deste artigo?
Você acabou de adquirir o Linux de alguma forma (CD, net, etc) e precisa saber o que fazer agora? É usuário de outros sistemas, mas quer aprender a usar o Linux? Então este artigo será de grande ajuda.
Veremos os principais comandos do Linux e alguns comandos mais avançados. Aplicativos muito úteis também serão abordados e como adquirir tais programas. Usamos o Debian/Ubuntu como uso pessoal, mas qualquer distribuição será funcional com as instruções dadas aqui.
Vamos supor algumas coisas durante este artigo:
  • Esperamos que você tenha os conhecimentos básicos no uso de computadores pessoais;
  • Obviamente deve possuir uma distribuição Linux para seu uso;
  • Crie uma conta normal para uso no Linux (não use como super-usuário);
  • E tenha paciência, afinal nem tudo se aprende em um dia.
Também não é necessário ter medo de errar. Faça backups (cópias dos dados) de seus arquivos importantes e divirta-se! Se complicar as coisas ou tudo "parar de funcionar", ainda assim estamos longe de grandes problemas: basta reinstalar as coisas e recomeçar.
Sugerimos que leia o artigo enquanto tiver tempo para usar na prática o que será dito aqui. Afinal, é com o uso que a aprendizagem será consolidada.

Para começar nossa viagem, saiba como tudo começou.
Um pouco de História
Na início da década de 70, fruto de necessidade original dos Laboratórios Bell, surgiu um sistema operacional chamado UNIX. Em 1973, após o surgimento da linguagem de programação "C", o UNIX foi reescrito nessa linguagem. Logo, embora sem tanta empolgação no campo acadêmico, ganhou força no mundo dos negócios.
Já o Linux foi escrito por Linus Torvalds, e muitas são as pessoas que vêm colaborando com o seu desenvolvimento desde então. Está sob a licença de uso da GNU General Public License (GPL). Esta é uma licença escrita pela Free Software Foundation (FSF). Falando em termos simples, você tem o direito de cobrar o quanto quiser por sua cópia, mas não pode impedir a outra pessoa de distribuir gratuitamente. A licença também diz que qualquer um que modificar o programa também deve lançar esta sua versão sob a mesma licença.
Graças à legião de colaboradores ao redor do mundo, os bugs que porventura surgem no Linux são rapidamente eliminados. Pessoas de todas as áreas colaboram, algumas com larga experiência em programação e hardware.
Saiba que há softwares comerciais para Linux. Em grande parte, são programas que já existem para o ambiente Windows migrando para o Linux.

"Tudo" sendo dito, vamos por a mão na massa. 

Dando início
Logo após ligar  o computador e todo o início se der normalmente, basta você digitar seu "Login" (sua identificação no sistema) e senha. Haverá um diretório com "seu nome". Este diretório conterá seus arquivos pessoais, que fica em /home/usuário, onde "usuário" é o seu "Login".
O terminal
Vamos falar sobre como usar algumas coisas no terminal. Ao acessamos o sistema, veremos algo parecido com isso:

/home/fulano33br>
Isto é o que chamamos de "prompt". Em inglês, "prompt" é a "deixa" para fazer algo, como em teatro quando um ator recebe uma "deixa". É realmente assim aqui, pois você está recebendo a "deixa" para digitar um comando para o sistema realizar algo.
Todo comando no Linux é uma seqüência de letras, números e caracteres. Alguns comandos válidos são "mail", "cat", "ls". Além disso o Linux tem a característica conhecida como "case-sensitive", i.e., ele difere letras minúsculas de maiúsculas. Portanto os comando Cat, CAT, cat e CaT são comandos diferentes. Na prática, é difícil encontrar comandos como estes, usando tal característica. De todo modo, digite tudo certinho, ok?
Vamos começar a usar os comandos?

Digite "ct". Você provavelmente verá algo parecido com a seguinte mensagem:

/home/fulano33b>ct
ct: comando não encontrado
/home/fulano33br>
Você foi informado que não há programa com o nome "ct". Agora digite "cat". Surgirá uma linha em branco. Digite algo, e tecle enter. O que acontece? A linha é repetida logo abaixo. Simples, não? Você usou seu primeiro comando. Para finalizar o "cat", tecle "Ctrl + D" e volte para o prompt.
Quer aprender melhor sobre o comando "cat" (ou qualquer outro comando)? Digite "man cat". Você verá algo que começa mais ou menos assim:
CAT(1) User Commands CAT(1)
NAME
cat - concatenate files and print on the standard output
SYNOPSIS
cat [OPTION] [FILE]...
DESCRIPTION
Concatenate FILE(s), or standard input, to standard output.
(...)
Você entrou na página de manual do comando cat. É um página completa sobre como usar este comando. É claro, não espere entender tudo. Esta página assume que você possui algum conhecimento sobre o Linux. Mas tudo bem! Quanto mais ler, mais você aprende. Tente usar este comando, o "man", com os outros que você aprenderá com o tempo. Certamente será muito útil no decorrer do seu aprendizado.

Antes de continuar, digite o comando "clear". Este comando "limpará" o terminal. Estamos apenas limpando a bagunça :). Aproveite este comando e veja como o "man" pode ser útil. Digamos que você esteja aprendendo sobre um comando, o clear por exemplo. Se você digitar "man -k clear" você verá uma lista de todos os comandos onde a palavra "clear" aparece em sua descrição ou nome. Isto é muito útil, principalmente quando você está procurando por algo, mas não lembra exatamente seu nome. Você deve ter notado o "-k" na frente do comando man. É isto mesmo: alguns comandos permitem que você tenha opções de como ele trabalhará. Isto é, de fato, muito comum. 
Organizando as coisas
Como tudo em nossa vida, nossos arquivos no computador devem ser organizados. E organizamos isso em diretórios. Como ver o que há neles? Com o comando "ls".

O comando "ls" é um dos mais importantes. Ele lista os arquivos e diretórios. Digite "ls" no terminal e veja o que ocorre. Agora digite "ls -F". A opção "-F" faz você ver quais itens são diretórios (terão uma barra invertida no final), quais são arquivos, quais são arquivos especiais, etc.
Do terminal você também pode criar diretórios. Basta usar o comando "mkdir". Como exemplo, digite "ls -F" e veja o conteúdo do diretório atual. Agora digite:

diretorio-teste
Digite novamente "ls -F". O que aconteceu? Apareceu um novo diretório chamado "diretorio-teste". Simples assim.

Para remover um diretório, use um comando similar ao mkdir: o rmdir. Faça similar ao mkdir: "rmdir diretorio-teste" removerá o diretório anteriormente criado. Para usá-lo desta forma, só um lembrete: o diretório deve estar vazio.
Como disse no início, este é um artigo MUITO introdutório. Outros artigos continuarão este, seguindo os passos iniciais de quem se aventura pela primeira vez pelos caminhos Linux. 

Linux, e agora?
A grande vantagem do Linux frente a outros sistemas está no fato de poder usá-lo desde os desktops até o servidor em todo o ambiente de trabalho. E como isso é possível? Linux suporta quase todos os serviços que um usuário necessita. Por exemplo, um administrador pode instalar Linux em um PC e usar para processar textos, navegar na internet, trocar arquivos e jogar games off e on-line. Isto é possível por meio de pacotes incluídos na distribuição ou em pacotes baixados da net. Isto além do fato de estar disponível em diversas arquiteturas.
Instalar o Linux para um usuário comum é agora (quase) tão fácil como qualquer outro sistema operacional. A maioria das distros já oferecem conjuntos de softwares totalmente funcionais, como processadores de textos, e-mail, navegador da internet, transferência de arquivos, suporte à impressão, apresentações, e quase todos os tipos de programas oferecidos por sistemas concorrentes. Linux e usuário comum: cada vez mais próximos.
Processador de Textos e Planilhas Eletrônicas
Um PC com um sistema da Microsoft pode usar o Microsoft Word como processador de texto, enquanto um sistema Linux pode usar o BrOffice - ou uma grande quantidade de outros programas equivalentes. Usando Linux em vez de Windows, alguns problemas podem surgir quando usar o processador de texto e precisar transferir de uma máquina para outra com Windows, tendo em vista a incompatibilidade de tais softwares. Mas os incansáveis trabalhadores open source têm vencido essa barreira, gerando programas cada vez mais compatíveis, à revelia dos sistemas concorrentes.
Em algumas empresas, as planilhas têm papel central no ambiente de trabalho. Com o Linux, os usuários podem criar planilhas profissionais de alta qualidade, com programas como BrOffice Calc, Kspread, ou tantos outros disponíveis. Com tais programas, o Linux é capaz de prover a compatibilidade necessária com outros programas usados em outros sistemas. Mais uma vez, o Linux tem vantagens no uso empresarial.
Web e E-mail
Usuários Linux podem navegar na net tão facilmente como 'navegam' por seus arquivos pessoais em suas próprias máquinas. Mas alguns problemas podem surgir, tendo em vista que alguns sites são projetados tirando proveito de características específicas de determinado navegador.
Se um determinado browser não compreende uma determinada informação, ele provavelmente não exibirá a página de maneira correta, pelo menos em parte. Mas com a popularidade do Linux em crescimento, é esperado que os desenvolvedores para a web projetem os sites cada vez mais 'universais', afastando-se de especificações para determinado navegador.
Muitos programas gerenciadores de e-mail estão disponíveis, como o Kmail. Embora eles funcionem bem para a maioria dos usuários, talvez ocorram os mesmos problemas relacionados com os navegadores web. No entanto, os programas disponíveis em Linux já são robustos o suficiente para lidarem com a grande maioria das operações, tornando relativamente suave as atividades na área. 
Servidores: DNS
O Linux é tipicamente usado como servidor no ambiente empresarial, em vista de sua grande estabilidade e inteireza como sistema operacional. Como o Linux é um sistema 'derivado' do UNIX, pode realizar quase todas as atividades de um servidor UNIX. E como o MS Windows provê muitos serviços similares, pode-se usar o Linux para realizar tais tarefas em vez de sistemas Microsoft.
Além disso, como o Linux é bastante estável, é bastante útil para clusters de companhias maiores e de serviços críticos. É especialmente usado para aplicações da net serviços tais como DNS, firewall, e-mail, proxy, FTP, servidor de impressão, dentre muitos outros.
Quando você instala um servidor Linux, o DNS (Domain Name System) é uma das muitas opções disponíveis. DNS 'resolve' nomes de sistemas para endereços IP. Isso é um serviço importante, porque permite que usuários conectem máquinas usando nomes em vez de um estranho código IP, que pode facilmente ser esquecido.
Este serviço consiste em dados DNS, servidores DNS, e protocolos de internet para retornar dados dos servidores. Arquivos fontes são disponibilizados para cada host pelo diretório DNS, usando arquivos-texto especiais, organizados em zonas. Zonas são mantidas em servidores autorizados que distribuem por toda a net, que respondem às solicitações de acordo com protocolos de rede DNS.
A maioria dos servidores possuem autoridade para algumas zonas, e a maioria dos servidores apenas para algumas poucas zonas. Mas grandes servidores têm autoridade para dezenas de milhares de zonas. Por quebrar o DNS em zonas menores e então em domínios, o 'peso' sobre as máquinas é diminuído. Isto também facilita a organização da internet, pois não há necessidade de concentrar toda informação em um único servidor.
Tendo em vista a configuração hierárquica, uma organização pode estabelecer um servidor DNS para controlar o acesso à rede organizacional, o que pode ser feito com um servidor Linux.
Servidor Web
Enquanto DNS resolve um nome para um endereço IP, permitindo que usuários se conectem à net, um servidor web provê a página web. O software mais popular que usuários Linux para oferecer as páginas web é o Apache Web server. Apache existe para prover um software de nível comercial capaz de prover HTTP, um padrão para criação de documentos serem visto na net.
Servidor de E-mail
E-mail é um dos serviços mais importantes para o usuário final. Existem vários softwares para auxiliar nesta tarefa, como o Sendmail. O Linux também suporta produtos comerciais.
Servidor de Arquivos
O Linux é uma plataforma excelente para prover acesso a sistemas de arquivos, podendo ser locais ou remotos. Servidores de arquivos são uma necessidade nos nossos dias para ambientes empresariais, tendo em vista a facilidade dos usuários comuns acessarem com segurança seus dados em um ambiente centralizado. Este servidor de arquivos podem ser solicitados por outro Linux, UNIX, Microsoft, Apples, etc.
A possibilidade de usar o Linux como um servidor de arquivos em rede é comparável ao UNIX. UNIX usa o Network File System (NFS) para montar um sistema de arquivos remoto e tratá-los como se tais arquivos ou diretórios fossem locais. O Linux usa um pacote de softwares NFS, que inclui comandos e daemons (programas auxiliares) para NFS, Network Information Service (NIS), e vários outros serviços.
Trabalhar com NFS normalmente exige que cada sistema seja configurado para acessar cada recurso com um arquivo de configuração. A inclusão de NIS no Linux permite que o servidor mantenha os arquivos de configuração para a rede inteira. Isto torna a administração dos recursos da rede mais fácil, porque apenas os arquivos NIS devem ser atualizados, e não todo o cliente. É natural esperar que o Linux ofereça serviços para outros clientes Linux ou UNIX, mas e o que dizer de clientes Windows?
A Microsoft criou o protocolo Server Message Block (SMB) , que oferece a condição de trocar arquivos e recursos. SMB foi criado para ser usado em uma pequena rede local (LAN), não oferecendo sustentação para grandes redes. Em vista disso, a Microsoft criou o Common Internet File System (CIFS), baseado em SMB e também em Network Basic Input Output System (NetBIOS).
Para que o Linux trabalhe junto a clientes Microsoft, é preciso ou que um software 'tradutor' esteja rodando em cada cliente ou que o software Linux para rede compreenda os protocolos Microsoft. Surge então o Samba, um programa criado por Andrew Tridgell, que permite a clientes Linux se comunicar com recursos Microsoft usando o protocolo SMB. Samba é open source, e pode ser encontrado em www.samba.org.
Servidor de Firewall
Um firewall protege os recursos de uma rede privada de um acesso não-autorizado de uma rede externa. Um firewall típico é geralmente criado em um roteador, ou um computador colocado especialmente para isso, que age como uma porta de entrada-saída para separar a rede externa da rede interna.
Isto cria um caminho seguro, onde apenas requisições autorizadas são permitidas para a entrada na rede interna. Uma máquina barata usando Linux com uma conexão com uma rede externa e outra com a rede interna pode ser usada como um firewall.
O Linux oferece muitos recursos para criar firewall, com ipchains, Netfilter. Firewalls são muito importantes, e devem ser constantemente atualizados e testados. Claro, a qualidade do serviço de um firewall é tão boa quanto a habilidade de quem o administra. 
Linux versus outros Sistemas Operacionais
Como já sabemos, o Linux é um sistema multiusuário real e possui capacidade de multiprocessamento. Portanto, sai-se bem quando comparado com outros sistemas. A prova maior é seu uso crescente ao redor do mundo, como visto nos casos abaixo.
Uso na Web: O Google é um ótimo exemplo da habilidade do Linux de competir com outros sistemas. O Google é um sistema de busca que 'domina' a net, e roda sob um cluster Linux. Cerca de 60 por cento dos servidores Web rodam Apache, que é completamente suportado por Linux, oferecendo toda a eficiência e confiabilidade de um servidor UNIX. Suas habilidades são tantas, que é usado tanto como servidor como desktop.
Instalação: A instalação de um sistema Linux é comparável a outros sistemas Mac, Windows, etc. Todos esses sistemas oferecem uma interface amigável, que permite a instalação do sistema operacional com muito pouca intervenção do usuário. O fato da Microsoft incluir um número relativamente grande de drivers para suporte inicial já na instalação torna o Windows mais atrativo para usuários não-especialistas, dando uma certa vantagem nesta área. Porém a distância não é lá tão grande, e aqueles já iniciados podem inclusive realizar pela linha de comando, recebendo uma variedade de opções deveras interessante.
Estabilidade: Após a configuração, a estabilidade do sistema operacional é uma questão claramente relevante. Como o Linux é 'tipo-UNIX', recebe muitos benefícios advindos de tal sistema. O UNIX sempre foi considerado um dos mais estáveis sistemas operacionais, e o Linux é evidentemente do mesmo nível esperado. Os sistemas Microsoft são normalmente considerados menos estáveis; mas vem avançando em busca de conquistar confiabilidade. É evidente, porém, que UNIX e Linux são considerados a melhor escolha para serviços que exijam estabilidade.
Novas tecnologias: Como o Linux é suportado por uma gigantesca comunidade de voluntários, novos drivers e novas tecnologias têm sido rapidamente absorvidos, embora nem sempre esta regra seja seguida. Por exemplo, em alguns dispositivos 'made for Windows', problemas podem realmente surgir. No entanto, a comunidade sempre corre por fora, buscando o melhor suporte possível. E enquanto outros sistemas frequentemente abandonam o suporte para hardware antigo, o Linux continua a prover aplicações úteis para tais.
Custo: Finalmente, e talvez o caso mais importante, o custo de 'todos' os sistemas operacionais é um ponto vital. O Linux é livremente distribuído, e pode ser instalado em muitos desktops ou servidores da forma que o usuário desejar. A Microsoft de forma perene tem usado uma licença unitária para licenciar seus sistemas, cujos usuários são 'forçados' rotineiramente a re-licenciar para adquirir novas versões. Claramente, o Linux é o forte vencedor neste ponto, pois mesmo com distribuições suportadas por profissionais remunerados, o custo é absurdamente menor quando comparado com outros sistemas. É claro que o custo da licença não é o único: há o suporte, treinamento, etc. Mas, a longo prazo, todos os sistemas são mais ou menos 'dispendiosos', enquanto o Linux leva a uma economia interessante. Quando somado ao seu desempenho, Linux é o primeiríssimo lugar.
Distribuições e Pacotes
Nem todo serviço ou aplicação estão disponíveis em todas as distribuições. Se o programa não está disponível em uma, é normalmente oferecido na internet. Os pacotes de softwares são necessários e úteis para todo usuário. Abaixo segue uma lista com alguns sites que oferecem tais pacotes.
  • http://www.apache.org
  • http://www.abiword.org
  • http://www.konqueror.org
  • http://www.linux.org
  • http://www.linuxdoc.org
  • http://koffice.kde.org